Boa noite pessoal \o
Antes de mais, queria esclarecer que Gothenburger NÃO é nenhum hambúrguer especial do McDonalds ou do Burger King...
Já não falava de música há uns tempos...por isso eis que vos trago um género musical que me tem estado a cativar cada vez mais: Melodic Death Metal. Mas antes terei que falar do Death Metal em geral. Corria o ano de 1985 e o Thrash Metal (e não trash sff) crescia exponencialmente em San Francisco, New York e Florida. Precisamente na Florida e nesse mesmo ano, um banda chamada Possessed lança um álbum intitulado "Seven Churches", inspirado no som agressivo e violento de Slayer mas em padrões ainda mais elevados. Um ano mais tarde, os próprios Slayer lançaram uma obra prima intitulada "Reign in Blood" que foi não só um álbum nuclear na formação e afirmação do Thrash Metal, mas também foi igualmente importante na formação do Death Metal. Finalmente, e um ano depois, uma banda chamada Death lança "Scream Bloody Gore" e assim se criou mais um sub-género musical do Metal.
O Death Metal pode ser facilmente distinguido dos outros sub-géneros do metal não só através dos seus vocais guturais mas também através da bateria (que, geralmente, faz uso do Blast Beat e tem um ritmo bastante acelerado), das guitarras (que usam e abusam da distorção), dos baixos (que também têm andamentos bem acelerados) e nas letras que, geralmente, têm temas relacionados com a morte/violência/terror/etc. Com a expansão cada vez maior do Metal, começavam a surgir cada vez mais bandas de Death Metal nos EUA...mas a Europa não andava a dormir! Assim como a Alemanha seguiu o caminho do Thrash Metal, a Suécia seguiu o caminho do Death Metal. Porém, o som destas bandas já começava a ser diferente: o som dos instrumentos deixou de ser tão brutal e violento e ganhou contornos mais melódicos e passou a ter uma temporização mais lenta, porém ficou ainda mais pesado. Com o aparecimento do Grunge, nos meados da década de 90, todo o Metal perdeu grande parte da sua visibilidade. Contudo, à medida que essa década chegava ao fim, novas bandas começaram a surgir pela Suécia (entre as quais Dark Tranquillity e In Flames). Essas bandas pegaram na sonoridade deixada pelos "antepassados" suecos e injectaram uma boa dose de harmonia da Guitarra da Velha Guarda do Metal criando assim o movimento chamado Melodic Death Metal (ou Gothenburg Style ou ainda Gothenburger). Aos poucos esse género foi crescendo e inovado de milhentas maneiras incluindo o uso de Guitarra Acústica ou mesmo Teclados.
Mas passando à melhor parte: As músicas!!
E até à próxima!
terça-feira, 14 de abril de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Franz Ferdinand: a arte de reinventar
"Quando surgiram no início do novo milénio a partir da nebulosa cidade escocesa de Glasgow muitos apontaram os Franz Ferdinand como a “next big thing” e Alex Kapranos o primeiro profeta do século XXI.
O lugar na história parecia-lhes destinado, ou não tivessem o nome de um arquiduque capaz de despertar paixões e ódios de proporções bélicas à escala mundial e eles fizeram, como poucos, por merecê-lo.
Em 2004 o álbum homónimo de estreia confirmou tudo aquilo que deles se dizia nas antecâmaras da indústria musical e os prémios sucederam-se como consequência lógica de um trabalho irresistível e intemporal.
Diz um famoso provérbio português que “cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém” (alguém traduza isto para inglês) e “You Could Have It So Much Better” segue à risca a sabedoria popular não ousando mudar uma vírgula à fórmula que se revelou triunfante (no caso dos Franz Ferdinand só pode ser positivo, daí que existissem algumas dúvidas por entre a crítica quando Kapranos anunciou uma mudança de sonoridade para o terceiro trabalho).
Comecemos então pelo princípio (foram precisos muitas horas de reflexão para reconhecer esta estratégia como a mais indicada). Na capa do álbum surge um dos elementos inanimados a receber uma massagem cardíaca, provavelmente o “velho de Glasgow” que, de forma metafórica, resiste à transformação anunciada em “Tonight”. Alex Kapranos parece afastar os críticos que esperavam uma oportunidade de detonar um dos projectos mais entusiasmantes dos últimos anos e a verdade é que não há nenhuma razão para isso.
Os Franz Ferdinand não perderam um único gene neste novo álbum, mas acrescentaram-lhe outros para melhor se adaptarem aos novos tempos (muito pertinente quando se comemoram 150 anos sobre a publicação da “Origem das Espécies”, o polémico livro de Charles Darwin). Qualquer fã mais purista encontra em faixas como “No You Girls”, onde nem faltam as palmas a marcar o compasso dominado por uma vincada e hipnótica linha de baixo, ou “Turn It On” razões mais do que suficientes para manter o culto intocável. Estas faixas não destoariam e até enriqueceriam o alinhamento dos registos predecessores, pelo que não é nelas que se revelam as sedutoras idiossincrasias de “Tonight”.
É em músicas como “Ulysses”, o single de apresentação, “Can’t Stop Feeling” ou “Lucid Dreams (a mais ousada das novas composições) que a electrónica ganha protagonismo e aponta um novo rumo para uma carreira que está prestes chegar à primeira década sem o mínimo sinal de desgaste. Nunca caindo em exageros, o recurso aos sintetizadores surge como um acto libertário e de extraordinário bom gosto (é possível que tenham estudado pela cartilha do norte-americano James Murphy), nunca caindo num simplista exercício retro como muitas vezes acontece com as novas bandas.
Para o “epílogo” regressa um Kapranos trovador e de alma dorida. “Dream Again” e “Katherine Kiss Me” são momentos de acalmia e de exorcização de alguns moinhos de vento que atormentam a demanda dos Franz Ferdinand pela reinvenção do rock. E se há alguém capaz de o fazer no início do novo século, são eles.
Ouça todas as músicas em www.musicaonline.pt"
Texto de Bruno Mano. Eu cá subscrevo todas as letras deste texto =)
MOTW: Franz Ferdinand - Can't Stop Feeling
O lugar na história parecia-lhes destinado, ou não tivessem o nome de um arquiduque capaz de despertar paixões e ódios de proporções bélicas à escala mundial e eles fizeram, como poucos, por merecê-lo.
Em 2004 o álbum homónimo de estreia confirmou tudo aquilo que deles se dizia nas antecâmaras da indústria musical e os prémios sucederam-se como consequência lógica de um trabalho irresistível e intemporal.
Diz um famoso provérbio português que “cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém” (alguém traduza isto para inglês) e “You Could Have It So Much Better” segue à risca a sabedoria popular não ousando mudar uma vírgula à fórmula que se revelou triunfante (no caso dos Franz Ferdinand só pode ser positivo, daí que existissem algumas dúvidas por entre a crítica quando Kapranos anunciou uma mudança de sonoridade para o terceiro trabalho).
Comecemos então pelo princípio (foram precisos muitas horas de reflexão para reconhecer esta estratégia como a mais indicada). Na capa do álbum surge um dos elementos inanimados a receber uma massagem cardíaca, provavelmente o “velho de Glasgow” que, de forma metafórica, resiste à transformação anunciada em “Tonight”. Alex Kapranos parece afastar os críticos que esperavam uma oportunidade de detonar um dos projectos mais entusiasmantes dos últimos anos e a verdade é que não há nenhuma razão para isso.
Os Franz Ferdinand não perderam um único gene neste novo álbum, mas acrescentaram-lhe outros para melhor se adaptarem aos novos tempos (muito pertinente quando se comemoram 150 anos sobre a publicação da “Origem das Espécies”, o polémico livro de Charles Darwin). Qualquer fã mais purista encontra em faixas como “No You Girls”, onde nem faltam as palmas a marcar o compasso dominado por uma vincada e hipnótica linha de baixo, ou “Turn It On” razões mais do que suficientes para manter o culto intocável. Estas faixas não destoariam e até enriqueceriam o alinhamento dos registos predecessores, pelo que não é nelas que se revelam as sedutoras idiossincrasias de “Tonight”.
É em músicas como “Ulysses”, o single de apresentação, “Can’t Stop Feeling” ou “Lucid Dreams (a mais ousada das novas composições) que a electrónica ganha protagonismo e aponta um novo rumo para uma carreira que está prestes chegar à primeira década sem o mínimo sinal de desgaste. Nunca caindo em exageros, o recurso aos sintetizadores surge como um acto libertário e de extraordinário bom gosto (é possível que tenham estudado pela cartilha do norte-americano James Murphy), nunca caindo num simplista exercício retro como muitas vezes acontece com as novas bandas.
Para o “epílogo” regressa um Kapranos trovador e de alma dorida. “Dream Again” e “Katherine Kiss Me” são momentos de acalmia e de exorcização de alguns moinhos de vento que atormentam a demanda dos Franz Ferdinand pela reinvenção do rock. E se há alguém capaz de o fazer no início do novo século, são eles.
Ouça todas as músicas em www.musicaonline.pt"
Texto de Bruno Mano. Eu cá subscrevo todas as letras deste texto =)
MOTW: Franz Ferdinand - Can't Stop Feeling
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
For Heavy Metal we will die!

Boas madrugadas!
Estou aqui quase forçado por mim próprio pois acho que é a única coisa que me vai fazer fechar todos os separadores que tenho abertos (e são cerca de 4). Pois eis que chegou a vez de falar nesse grande estilo musical que é o Metal. Antes de mais deixem-me dizer:
TODA A GENTE GOSTA DE METAL!
E porquê devem perguntar vocês? Simplesmente porque não há desculpa para não gostar. Senão vejamos:
Gostam assim de coisas mais barulhentas (LOL, sim é de propósito xD)?
Slayer - Angel of Death
Gostam de coisas mais calmas?
Blind Guardian - The Bard's Song (In The Forest)
Gostam de coisas mais sentimentais?
Hammerfall - I Believe
Gostam de coisas mais...freestyle? yÔÔ!!
Bem...para vocês não há esperança. Mas podem sempre tentar a salvação ouvindo
Corey Taylor (originalmente são os Public enemy) & Anthrax - Bring The Noise
Gostam de ópera??
Manowar - Nessun Dorma
...
É preciso mais? Claro que não há nenhum género musical perfeito e o Metal não foge à regra...mas basta ignorar o Nu-Metal que fica tudo contente :) (apesar de ter umas quantas bandas bastante boas que tentam dar dignidade...)
p.s. - Se gostarem de mais alguma coisa que não acreditem que o Metal tenha é favor dizerem que eu responderei assim que a encontrar xD
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Porque um post sem título não é nada!
Boas!
Mais uma vez aqui estou eu para descarregar uma pequena porção deste nada que tenho na cabeça. E eis que depois da teoria d' "O Hidrogénio é a base de tudo", vos apresento outra que me apercebi à cerca de 4 minutos 23 segundos e 56 milésimos atrás: é possível saber em que fase da vossa vida se encontram através das palavras ditas pelas outras pessoas quando estão a chegar/ir embora. Reparem:
Quando ainda são crianças (+/- até aos 3 anos) há sempre um crescido qualquer (sim porque lá por ser grande não quer dizer que seja adulto xD) que vos pega ao colo e, há medida que os convidados se vão despedindo do dito crescido, ele vai aproximar a vossa cabeça e dizer "Dá um beijinho à tia, dá!" mudando apenas o parentesco.
Quando já são um bocado mais crescidos (nesta fase estão no 1º Ciclo) já não vos pegam ao colo. Limitam-se a dizer "Faz adeus à tia!" ou caso não estejamos no local dizem "Oh Coiso vem cá dizer adeus à tia!!" (como se fosse uma coisa assim bastante divertida).
E chegamos à fase em que os que são já crescidos nos tratam realmente como crescidos pois sabem que só vamos aprender o que é a ironia no 9º ano (como é óbvio, trata-se da fase do 5º ao 9º/entrada na fase Teenager). Chegam ao pé de nós e dizem "Olha o Coiso! Já 'tás um homem pá. / Coisa! Tás tão crescida!" e ao mesmo tempo nos dão um aperto de mão/beijo.
E eis que chegam os tempos de Teenager. Aqui é especialmente fácil de identificar pois é comum que, depois da expressão de despedida, surja algo como "Não te estragues..." mas é mais facilmente identificada pelas frequentes piadas mais atrevidas e também frequentes conversas de namoradas/os.
Esta fase (Universitário/trabalhador) é bastante gira. Entre esta e a fase adulta não há praticamente diferenças nenhumas, mas é sempre divertido ver como somos saudados com outros olhos.
Depois segue-se aquela fase em que já temos calos do emprego/filhos paridos/etc (que é os belos 40 e picos 50 e tal). Basicamente começas a surgir coisas como "Eiii olha lá os cabelos brancos a aparecer xD"
Para finalizar, eis que temos a 3ª idade. Aqui é óbvio. "Então como é que (você) 'tá?".
...
Também é possível saber a vossa idade mental apenas com uma pergunta...mas isso já é outra história xD
MOTW: Donna Maria - Sem Marcha-atrás
Mais uma vez aqui estou eu para descarregar uma pequena porção deste nada que tenho na cabeça. E eis que depois da teoria d' "O Hidrogénio é a base de tudo", vos apresento outra que me apercebi à cerca de 4 minutos 23 segundos e 56 milésimos atrás: é possível saber em que fase da vossa vida se encontram através das palavras ditas pelas outras pessoas quando estão a chegar/ir embora. Reparem:
Quando ainda são crianças (+/- até aos 3 anos) há sempre um crescido qualquer (sim porque lá por ser grande não quer dizer que seja adulto xD) que vos pega ao colo e, há medida que os convidados se vão despedindo do dito crescido, ele vai aproximar a vossa cabeça e dizer "Dá um beijinho à tia, dá!" mudando apenas o parentesco.
Quando já são um bocado mais crescidos (nesta fase estão no 1º Ciclo) já não vos pegam ao colo. Limitam-se a dizer "Faz adeus à tia!" ou caso não estejamos no local dizem "Oh Coiso vem cá dizer adeus à tia!!" (como se fosse uma coisa assim bastante divertida).
E chegamos à fase em que os que são já crescidos nos tratam realmente como crescidos pois sabem que só vamos aprender o que é a ironia no 9º ano (como é óbvio, trata-se da fase do 5º ao 9º/entrada na fase Teenager). Chegam ao pé de nós e dizem "Olha o Coiso! Já 'tás um homem pá. / Coisa! Tás tão crescida!" e ao mesmo tempo nos dão um aperto de mão/beijo.
E eis que chegam os tempos de Teenager. Aqui é especialmente fácil de identificar pois é comum que, depois da expressão de despedida, surja algo como "Não te estragues..." mas é mais facilmente identificada pelas frequentes piadas mais atrevidas e também frequentes conversas de namoradas/os.
Esta fase (Universitário/trabalhador) é bastante gira. Entre esta e a fase adulta não há praticamente diferenças nenhumas, mas é sempre divertido ver como somos saudados com outros olhos.
Depois segue-se aquela fase em que já temos calos do emprego/filhos paridos/etc (que é os belos 40 e picos 50 e tal). Basicamente começas a surgir coisas como "Eiii olha lá os cabelos brancos a aparecer xD"
Para finalizar, eis que temos a 3ª idade. Aqui é óbvio. "Então como é que (você) 'tá?".
...
Também é possível saber a vossa idade mental apenas com uma pergunta...mas isso já é outra história xD
MOTW: Donna Maria - Sem Marcha-atrás
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